Inovar de dentro para fora


Inovação muito mais do que glamour é necessidade, até mesmo os mais tradicionais se rendem aquilo que é ou um dia já foi novidade, mesmo que de maneira tardia. Na verdade a inovação surge como resposta as nossas maiores inquietações, ou até mesmo o desejo de adaptar antigas respostas a novos contextos.

A inovação não abandona o passado, pelo contrário é a partir do que já foi construído que ela projeta-se para o futuro. Mas porque será que o novo nos assusta tanto?Por que mesmo os mais corajosos temem dar passos em sua direção?

A nossa relação com o novo, antes trava uma batalha com aquilo que construímos em nosso entorno, coisas que acabamos atribuindo significado a elas, e negar essas coisas é como se negássemos a nós mesmos, pois a nossa identidade acaba se instituindo em cima delas.

Os judeus tiveram de lhe dar com o mesmo paradigma, foi muito difícil para eles ter de lhe dar com as boas novas, a perspectiva do Reino e o contraste da imagem que se construiu a respeito do que era o Messias. Jesus por si só foi um escândalo para os judeus, pois tudo o que eles valorizavam de mais importante a respeito de Deus, como o templo, a lei, os rituais, Jesus colocou todas essas coisas com o fim nele, e trouxe novas muitas outras coisas a partir dele, e o mais interessante é que Cristo vai dizer exatamente que não veio abolir ou abandonar o passado, como ele vai dizer em Mateus 5:17:”Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas;…mas cumprir.” A partir dele há um NOVO e vivo caminho.

O desafio de inovar lida com nossos paradigmas e temores de abandonar aquilo que muitas vezes diz até quem somos, quando na verdade são só ritos ou vaidades.

O mundo de hoje gira numa velocidade cada vez mais acelerada, e quanto mais acelerado ele é, mais dinâmico ele fica. Mas o grande problema é que as feridas que surgem de uma época para a outra são menosprezadas ou minimizadas,  gerando problemas maiores para o futuro. O desafio de perscrutar novos tempos é não ignorar essas feridas, deixando de tratá-las de maneira desinteressada e solucionar com base naquele que “trás a existência as coisas que ainda não existem”. Essa jornada exige de nós a capacidade de não nos contentarmos aonde já chegamos, muito menos com as respostas que achamos que já sabemos, essa jornada exige de cada um conhecer mais sobre si mesmo, e qual  nova notícia  o mundo anseia ouvir…sejamos bem vindos ao mundo do inusitado, em que o novo nos espera logo ali…

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2 Respostas to “Inovar de dentro para fora”

  1. Aline Says:

    Uau! Muito, muito bom, rapaz!! Clarice Lispector dizia que tinha medo do que era novo e medo de viver o que não entendia. Dizia que queria sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendia. Ela não saberia se entregar à desorientação…

    Acho que é por aí que acontece com a gente…

    Paz e bem!

    Aline.

  2. euro Says:

    Essa desorientação é q arrebenta a gente, pois pois tudo aquilo q nos dava segurança fica p/ trás e aí temos de reaprender, mas quem se dispõe a isso?

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